Tipo mídia de surf, só que mais legal

Cris Shine no universo das pranchas de surf

Cris Shine no universo das pranchas de surf

Neste episódio, a conversa é com a Cris da Shine Surfboards. Além de ter uma fábrica de pranchas com décadas de tradição e ser a primeira surf repórter do Brasil, ela viveu pessoalmente o início do processo de profissionalização do surf no Brasil. Viu in loco a explosão da competição de surf, que teve seu epicentro no Guarujá algumas décadas atrás, lixou muita prancha e produziu quilhas com suas próprias mãos durante a era das quilhas fixas.

Já ouviu falar em Zelda Scott? A personagem, que inspirou tantas meninas que tomaram conhecimento do surf pela série Armação Ilimitada (inclusive eu…), foi a figura mais descolada da época, com personalidade e atitudes à frente do seu tempo. É como se Cris fosse a Zelda Scott da vida real. Poderia, facilmente, ter inspirado a personagem da ficção.

No meio dessa história, lá pelo ano de 84, ela e o Kareca, shaper e criador da Shine, fabricaram o melhor shape da história da fábrica. E que, desconfio, foi feito sob medida para mim, ainda que a gente estivesse bem longe de se conhecer. Foi modelo único, não teve cópia nem réplica, e é o responsável por regular os áudios desse podcast. Explicando melhor: a Cris também é mãe do Rapha Tognini. E foi através dele que entramos uma na vida da outra. Tenho a sorte de ter ela não só como minha sogra, mas, principalmente, minha amiga.

Aqui você vai saber um pouco mais sobre pranchas e conhecer a história de uma mulher que respira e se alimenta do surf há décadas.

Encomenda de prancha

Nem sempre, para uma mulher surfista, é fácil encontrar um ambiente receptivo para entender melhor sobre pranchas. O mais natural é recorrer a lojas ou escolher na internet, geralmente às cegas. O problema é que prancha de surf não é só questão de gosto, e usar uma incompatível com os objetivos ou habilidades do surfista pode ser meio caminho para se frustrar com o surf. Por isso, a Cris explica como acontece o processo de encomenda de uma prancha.

“Quando uma pessoa procura uma fábrica, já é um cliente diferenciado porque vai na fonte. E merece muito respeito por isso”, diz. Quem está encomendando, por que está encomendando, para que está encomendando e qual a expectativa? Estas são questões que fazem parte da triagem de uma encomenda de prancha, que às vezes leva uma hora e meia, duas horas, ou até mais. “É quase uma sessão de terapia”, brinca.

Loja x fábrica

Antigamente Cris e Kareca costumavam visitar lojas de surf para testar como alguém que queria comprar uma prancha era atendido. Na maioria das vezes, acabavam percebendo que quem atendia não tinha conhecimento suficiente do que estava sendo oferecido. Por isso, sempre preferiram não trabalhar com lojas. Em determinado momento, tentaram propor a algumas a ideia de preparar um manual para os atendentes, mas o processo não vingou. As lojas não tinham interesse em instruir o funcionário. Por isso, a decisão foi continuar fazendo esse trabalho dentro da própria fábrica.

“A pessoa sempre chega com uma expectativa. Quem vem a uma fábrica de prancha, vem com sonhos. A gente atende a pessoa num momento de felicidade. E o nosso propósito é corresponder a essa expectativa. Por isso, as sessions de encomenda costumam ser longas”, diz.

Como prancha nunca é igual para uma pessoa e outra, primeiro, é fundamental ter as informações básicas de peso e altura de quem vai surfar. Cris lembra das experiências engraçadas que rolaram na época em que as revistas começaram a publicar tendências de pranchas. “Na revista publicavam determinados tipos de pranchas com diferentes outlines, rabetas, etc, e denominavam como tendência 1, 2, 3, e por aí vai. A pessoa chegava na fábrica e falava: eu quero uma mistura da tendência 1 com a tendência 3”, lembra, rindo. Além de uma coisa não funcionar com a outra, nem sempre a “tendência” desejada era adequada ao objetivo do surfista. Por isso, a conversa que rola durante a encomenda é tão importante para entender e atender a expectativa.

Informações para encomenda

“Quero me divertir? Quero performance? Quão habilidoso eu sou? Tudo isso tem que ser levado em conta antes de chegar ao produto final”, explica. Como o surf deixa a pessoa exposta, não é raro perceber que o cliente chega com uma ideia fixa baseada não necessariamente na funcionalidade prática, mas sim em uma regra preconcebida pela pressão externa. “Durante muito tempo as revistas valorizaram as performances, e o surfista muitas vezes tem vergonha de usar uma prancha mais grossa, por exemplo, porque alguém vai dizer que ele é um prego. É aí, quando quer seguir um padrão de mercado, que a pessoa deixa de se divertir. Por isso, é muito importante alinhar as expectativas”, afirma.

A prancha pode determinar a história da pessoa com o surf. Não é raro ver gente deixando de surfar por não ter tido a orientação certa sobre o equipamento. “Às vezes a loja é o único canal a que o cliente tem acesso, mas ele precisa ser muito bem orientado. Se não, pode achar que o problema é com ele, e muitas vezes é com a prancha”, alerta.

Outra questão é a subjetividade do surfista em relação à percepção do próprio surf. “Temos muitos anos de atendimento e os clientes são fiéis. Você vai conhecendo as expectativas, entende o que o cliente realmente precisa e vai lapidando. Hoje, os programas de shape também ajudam muito nessa evolução”, observa.

Mulheres na fábrica

Desde que montaram a primeira fábrica, no começo dos 80, Cris percebia um hábito comum: surfistas chegavam acompanhados das namoradas, mas elas ficavam no carro. “Quem costuma falar que mulher demora horas no cabeleireiro ou para se arrumar, é porque não conhece uma visita na fábrica para encomendar prancha. E eu tive essa sacada: por que elas estão no carro? Quando comecei a fazer os atendimentos, sempre tive o cuidado de trazer as mulheres para dentro da fábrica”, conta Cris.

“Desde 82, época em que montamos a primeira fábrica no Guarujá, era uma reclamação porque, dependendo da encomenda ou das condições do mar, elas esperavam 3, 4, 5 horas. Isso foi mudando. Depois, com o tempo, começamos a receber meninas que também queriam surfar”, conta. Na década de 90, muitas deixaram o bodyboard e passaram a surfar em pé. “De uma hora pra outra, começou a pipocar menina na praia e elas tinham necessidades diferentes. Como sempre acompanhei o trabalho do Kareca, explicava que, por conta do quadril, mulheres têm um ponto de equilíbrio diferente, e a prancha não necessariamente era a mesma”, observa.

Cristina Pereira na Shine Surfboards em 1993
Cris em um dia de trabalho na Shine Surfboards, no início da década de 90 | Foto: Arquivo pessoal

Cris na Shine

Ainda que Cris seja sócia da Shine desde a construção da primeira fábrica, viveu muito preconceito no início. “As pessoas querem ser atendidas pelo shaper, e eu entendia isso. Mas para que isso não atrapalhasse o fluxo de trabalho e eu não sentisse que meu trabalho estava sendo desvalorizado, tive o cuidado de pensar em como atingir o cliente, sendo ele homem ou mulher, antes dele chegar no Kareca”, conta. Por incrível que pareça, sentiu muita resistência por parte de outras mulheres, geralmente mães ou mulheres de clientes, que naquela época estranhavam uma mulher trabalhando em uma fábrica de prancha.

Quando eu resolvi montar a fábrica e falar para o Kareca que ele tinha que ter um espaço dele, em nenhum momento eu me questionei se eu poderia ter uma fábrica de prancha só por ser mulher”, lembra.

Cris explica que a pré-encomenda, feita por ela, já leva para o shaper a ficha completa com informações sobre o cliente e suas expectativas. “Sou uma facilitadora do trabalho”, define. E, para isso,  adquiriu conhecimentos técnicos na prática.

Processos de fabricação

Quando montaram a primeira fábrica, Cris tinha entre 18 e 19 anos. “Eram muitos meninos trabalhando e meu trabalho era organizar tudo e fazer a comida pra eles. Daí eu falei: ´que porra é essa? Eu tenho 50%, faço todo o serviço de banco e estou aqui fazendo feijão. Eu já fazia faculdade de Letras e pensava: ´poxa, mas eu estou aqui só cozinhando e limpando´. Daí comecei a lixar prancha”, conta. Lixou muita prancha já no 7º, 8º mês de gravidez para provar que podia fazer e para ter o embasamento na prática. “Uma coisa é ouvir falar e ver. Eu fiz questão de fazer. Depois passei a fazer as quilhas. Mas o que eu sempre gostei mesmo é de atender, sentir a expectativa das pessoas”, diz.

Tanto curtia que isso acabou gerando outro trabalho: escrever crônicas nas revistas de surf que estavam começando a surgir no mercado nacional. “Comecei a escrever nas revistas Venice, Hardcore, Nuts, Inside, e falava sobre o que vivia. Era muito verdadeiro porque ali eu jogava o dia a dia. Eram situações engraçadas, leves, como é a realidade que a gente vive, porque a gente vende sonhos. Colocava um pouquinho disso nos textos”, relembra.

Cris Shine surfando em Itaguaré
Cris surfando em Itaguaré | Foto: Arquivo pessoal

Uma vida no surf

Cris nasceu em Santos e sempre teve muito contato com água salgada porque o pai era mergulhador. Quando tinha 9 anos, mudaram-se para o Guarujá. “Fui direto pro Tombo. Dunas, cactos. Ainda sem o calçadão, era uma paisagem extremamente romântica. Todos os meus amigos de escola eram surfistas, meus namorados sempre foram surfistas, meu irmão surfava”, conta. O shaper Johnny Rice, uma lenda do surf californiano, morava ao lado de sua casa e seus amigos todos trabalhavam com prancha. “Eu nunca tive um outro tipo de vida”, orgulha-se.

Quando assistiu “Menino do Rio”, saiu do cinema com a certeza de que era aquilo mesmo que queria. Ainda não namorava o Kareca, que viria a conhecer um pouco depois. Ele passou um tempo morando na Califórnia e, quando voltou, começaram a namorar. “Ele sempre foi muito talentoso e, na época, trabalhava em São Paulo. Era começo de namoro, eu não queria ficar longe dele. Espertamente, procurei um terreno no Tombo para começar a fábrica. Achei um terreno no pico e falei com o proprietário, que não queria alugar”, conta. Depois que Cris conseguiu convencer o dono do lugar, montaram a primeira Shine no Guarujá.

Construção da fábrica

Já tinha garagem e banheiro. Construíram então um barraco de madeira. De um lado, fogão, geladeira e cama, onde Kareca dormia. Do outro, a sala de shape. “Passei a viver aquilo com uma intensidade tão grande. Era um lugar muito mágico. A história do Kareca com a Shine é bem mais antiga, mas ali começou a minha história com ele dentro da Shine. E a Shine passou a ser minha vida”, define.

De lá, a fábricação mudou de endereço duas vezes. A última, há 26 anos, foi para o galpão de onde saem as pranchas da Shine até hoje. Em qualquer lugar do mundo, salas de shape são sempre muito parecidas. Por isso, toda vez que vê alguma, Cris se sente abraçada. “É a nossa realidade. O surf é cheiro de resina, o sand que pinica seu corpo. É muito trabalho, é muito apaixonante. Mas é um processo cansativo e que demanda muita energia e conhecimento técnico. A gente ama o que faz, mas não é uma aventura”, diz.

Shaper Kareca e Cris Shine fazem sinal de shaka segurando pranchas de surf no mar
Cris e Kareca construíram a Shine Surfboards | Foto: Arquivo pessoal

Surf reporter

O Guarujá foi epicentro das competições de surf entre os anos 80 e final dos 90. Ali transitavam os principais surfistas e quem estava envolvido na cena da profissionalização do surf. Marcas e mídias começavam a surgir por iniciativa de jovens surfistas. Todos orbitando os mesmos espaços. 

O convite para Cris escrever nas revistas de surf que estavam surgindo foi quase automático. “Pela fabrica, passavam os tops do mundo. Era uma coisa tão normal, que quando a geração mais nova começou a ficar deslumbrada com aquelas pessoas, a gente não conseguia entender. Mesmo porque a gente via as roubadas que eles passavam. Um atleta talentosíssimo aceitando patrocínio de bermuda e dormindo embaixo do palanque, muitas vezes dividindo marmitex que o juiz recebia”, relembra.

Cris também fez os primeiros boletins de onda. Primeiro, por telefone para o Surf Reporter. “De bike, parava nas Pitangueiras, ligava pelo orelhão e falava: ´Bom dia, aqui é a Cris da Shine´, e passava as condições dos picos todos”, conta. Depois, veio a internet discada. Um dos criadores do Waves entregou para ela uma Mavica, a primeira câmera digital, que funcionava com um disquete. Sem ter ideia de como aquilo funcionava, quando percebeu, Cris estava fotografando todos os picos da região e enviando boletim para quatro sites diferentes. Exposta e sem proteção, perdeu o equipamento nas duas vezes em que foi assaltada e teve que dar jeito de financiar um novo para continuar. “Escrever, fotografar e fazer o boletim das ondas era o trabalho da minha vida. Fiz com muita paixão. Foi uma época bem divertida, como deve ser o surf”, diz.

Evolução do surf

Para Cris, o que mais evoluiu foi a imagem do surf. “Houve épocas em que clientes da fábrica, médicos, dentistas, executivos, engenheiros, não falavam que eram surfistas. Para avisar que a prancha estava pronta, sempre tinha uma observação na ficha: ´ao deixar recado, não fale que é sobre prancha de surf´. Precisava ter um código. Os caras eram super bem colocados no mercado de trabalho e ser surfista era um demérito”, lembra. “Hoje mulheres super bem-sucedidas colocam a cara orgulhosas de que também surfam. Foi uma evolução sensacional as pessoas começarem a entender que é um estilo de vida”, observa.

Se naquela época Kareca tinha vergonha de dizer que era shaper, hoje o cenário é oposto. A figura de shaper ganhou status e todo mundo quer ser. A profissionalização e a evolução tecnológica também fazem parte da evolução. “A gente transformou a fábrica em uma empresa. Ninguém tinha feito isso ainda. Hoje em dia, ver que é uma profissão e que as pessoas entendem isso como uma paixão e um trabalho que requer estudo é uma evolução incrível”, observa. “O Kareca começou com 14 anos, fazendo prancha na garagem de um, de outro. Hoje ele tem 65 e acompanhou a evolução sem resistência. Faz shape no computador, com o cliente do lado. Essa evolução foi incrível. Quer à mão, faz à mão. Quer na máquina, faz na máquina. Poder explorar essas possibilidades sem preconceito é incrível”, define.

O que não evoluiu

Se a imagem do surf evoluiu e se tornou atrativo para as grandes marcas, por outro lado a cadeia de produção do surf não recebeu impacto proporcional. “O que não evoluiu é o valor que as grandes marcas dão aos atletas. Sempre acompanhei atletas, desde a primeira fábrica, quando tinha 18 anos. Hoje tenho 57 e ainda vejo muitos aceitando bermudas pra vender e pagar uma passagem para competir”, conta.

“O surf é um estilo de vida invejável, e o mercado das confecções é um mercado garantido porque não precisa necessariamente vender na praia. Amigos representantes sempre falaram que as surf shops que mais vendem ficam em cidades do interior com uma renda per capita altíssima”, completa. Por ver que o retorno ao atleta e à cadeia produtiva não é proporcional, Cris considera que, nessa parte, o surf ainda está no negativo.

“Em que condições esse atleta vai competir? Isso é um retrato do país. Repete-se a estrutura do ´se ele se esforçar, ele consegue´, e a gente sabe que as condições são bem diferentes. Talvez seja um sonho que meninos e meninas com tanto talento possam se dedicar ao que sabem fazer sem se preocupar em devolver o dinheiro pra mãe, ou se vai faltar comida em casa, ou em ter que vender o óculos e a bermuda pra pagar a inscrição”, constata.

Mulheres no surf

Cris enxerga também a evolução das mulheres no surf. Se lá atrás ver uma menina com prancha embaixo do braço era raro, hoje isso não assusta mais. “Vi uma palestra em que falavam que a mulher que nunca se sentiu discriminada, é uma mulher muito distraída, porque é lógico que acontece e vai continuar acontecendo”, afirma. Para ela, movimentos de mulheres se reunindo para surfar são uma forma de minimizar o peso das reações indesejadas no outside. 

“O cardume de sardinha, para enfrentar peixes maiores, tubarões ou atuns, se une, forma um volume maior. E isso intimida. Acho que isso tem acontecido muito. Quando você vai sozinha, é muito mais fácil ouvir uma gracinha no pico, do que quando está lá o cardume todo, em que você se sente protegida, representada”, compara.

“Meu sonho é um dia a gente não se surpreender mais com uma mulher em qualquer espaço. Talvez demore um pouco, mas vai ser legal quando não precisar mais ter esse tipo de conversa. E isso em tudo. Quando não precisar mais falar que as vidas negras importam, ou não tiver o dia do índio, ou um dia específico pra celebrar, entre aspas, alguém que está sendo humilhado e discriminado. Talvez demore um pouco, mas a ideia é de que um dia passe. A gente está trabalhando para isso”, acredita.

Muitas vezes a gente ouve: isso não é coisa de mulher. E aí precisamos ver onde está esse manual que ainda não foi queimado ou rasgado, que dizia que mulher não poderia fazer alguma coisa”.

Cris na Flamboiar

A Cris também escreve uma coluna chamada Fiola, Minha Fiola no site da Flamboiar. São micro contos inspirados no seu dia a dia no universo do surf. “Eu sou apaixonada por mini contos pela capacidade da nossa língua, de permitir que se sintetize as ideias. A coluna é uma forma de exercitar isso numa mídia moderna e atual do surf”, diz.

Tudo o que você vê na Flamboiar é produzido no mesmo espaço onde é a Shine Surfboards hoje. Um galpão de onde saem pranchas, conteúdos de mídia e muitos sonhos. Nossos e dos outros. Para Cris, representa a continuidade do seu próprio sonho.

“A Flamboiar cresceu dentro de um ambiente que a gente construiu. E é fascinante ver que essa história continua. É muito legal saber que a gente está dentro de um espaço que começou lá naquela casinha de madeira, eu fazendo feijão pros meninos, depois começando a lixar, e depois atendendo. E esse sonho continua. Ele é tão mágico quanto, independente de qualquer perrengue do mercado. E esses perrengues existem. O surf sempre foi um mercado sazonal e a gente aprendeu a lidar com isso”, observa.

A gente vende sonhos e se alimenta desses sonhos. Estar dentro desse espaço hoje, que cresceu muito, só torna o sonho ainda maior”. 

Surf e feminismo

Esta foi uma entrevista entre nora e sogra. E talvez esse seja o lance do feminismo, inclusive no surf. “Desapegar de termos que às vezes vêm carregados de significados distorcidos. É muito importante as mulheres se enxergarem de uma outra forma que não é o padrão habitual”, conclui.

Da minha parte, é uma sorte e um prazer trazer para o mundo uma das nossas tantas conversas através desse podcast. ❤

 

 

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Quer ouvir mais podcasts de surf? Conheça o Surf de Mesa, podcast mais sincerão do universo surfístico, apresentado por Carolina Bridi, Junior Faria e Raphael Tognini.

Carolina Bridi
Carolina Bridi

Carolina Bridi é jornalista e uma das criadoras da Flamboiar. Perseguindo histórias, foi ficando cada vez mais próxima da praia até ter sua história mesclada com as aventuras que conta. Adora longboards, glass pigmentado, acredita em surf divertido, na ressurreição do impresso e apoia veementemente a ideia de que a vida merece bons momentos de sono. No Instagram, atende pelo @carobridi.