Existencialismo surfístico

Existencialismo surfístico

Sabe aqueles dias que você só pega a prancha e vai pro mar sem olhar a previsão? Aquela sensação de não saber o que vai encontrar pela frente, mas a certeza de que é isso que você precisa pra se sentir bem? Foi mais ou menos assim que Junior Faria, Carolina Bridi e Raphael Tognini começaram esse episódio do Surf de Mesa.

Sem a menor ideia do que iriam falar, só deram REC, lançando mão do primeiro episódio freestyle.

Conduzido a partir de confissões, divagações e bastante sinceridade, o papo passou por assuntos como a vontade, ou não, de surfar; a linha de aprendizado; as variáveis que influenciam a evolução da performance; o nem sempre admitido desejo de já nascer sabendo; a incômoda sensação de impotência surfística após longos tempos longe do mar; o nível de dificuldade do surf em relação aos outros esportes; e a relação entre idealização e as muitas vezes inevitáveis limitações. Pode-se dizer que este, talvez, tenha sido o mais introspectivo e existencialista entre todos os episódios do Surf de Mesa, e o resultado da exposição pessoal sobre assuntos que às vezes não gostamos de admitir nem em pensamento talvez atinja em cheio os coraçõezinhos de muita gente por aí. Afinal, o surf é, antes de tudo, um belo exercício prático para aprender a lidar com frustrações. No mar e na vida.

Tá a fim de contemplar a beleza nua e crua das imperfeições da vida sob um ponto de vista surfístico? Dá o play aí…

Além do Spotify, você também pode ouvir o Surf de Mesa nas plataformas iTunes e Spreaker.