Ano novo, prancha nova

Ano novo, prancha nova

O fetiche da prancha nova é uma constante na vida de todo surfista.

Se no passado o quiver regular almejado nos mais doces sonhos era a tríade para onda pequena, onda média e onda grande, hoje encaramos uma realidade bem mais elástica. A sede de alta performance que dominou a cena dos anos 90 deu espaço a uma multiplicidade de objetivos sobre ondas bem maior. O reflexo, altamente positivo, é que hoje a pluralidade de estilos presente nos insides e outsides permite uma realização pessoal muito mais intensa de cada indivíduo na sua relação com o surf. Otimistas verão isso como prova de que evoluímos na tolerância às diferenças. Por outro lado, há quem aponte para uma simples expansão do consumismo impulsionado pela supervalorização da imagem.

Fato é que hoje o mercado produz tantas pranchas novas de marcas e modelos diferentes, que a prancha usada é quase vista como lixo. Em outras palavras, o baixo valor comercial daquela seminova que ainda brilha muito no surf talvez esteja fazendo nós, surfistas, perdermos a referência. É por isso que esse episódio do Surf de Mesa, o terceiro que fala sobre pranchas de surf, é uma provocação sobre os conceitos que nos fazem tomar as decisões que tomamos em relação ao equipamento. Tá feliz com a sua, mas tem sentido aquela coceirinha da prancha nova e não sabe o que fazer? Então dá o play, que o conforto emocional que você precisa diante do dilema pode estar nesse episódio:

 

Além do Spotify, você também pode ouvir o Surf de Mesa nas plataformas iTunes, Deezer e Spreaker.