Está chegando a época do ano que a gente mais gosta, e pra falar dele, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria receberam Gabriel Naccarato, head de marca do REMA, para conversar sobre o maior festival de surf da América Latina neste episódio do Surf de Mesa.

Dando spoiler logo de cara, esse ano o REMA marca a estreia do formato QS 6000 Internacional no Brasil, além de continuar colando surf, skate, arte, música, cinema e comunidade, enfim, tudo que a gente ama, num mesmo espaço-tempo.

Festival da cultura do surf

O que começou como Saquarema Surf Festival com chancela QS 3.000 em 2021, chegou 2024 já com skate e pontuação máxima de QS, e evoluiu até se tornar o maior festival de surf da América Latina. Em 2025, também com shows nacionais e internacionais, assumiu a marca REMA.

Para Gabriel, há conexões na cultura do surf que não podem morrer. Por isso, colocar skate na areia do REMA é um posicionamento. Depois de duas Olimpíadas, ídolos formados e modalidades que cresceram em mundos paralelos, a raiz comum precisa ser celebrada.

“É uma questão até pessoal, porque vai além só da performance, além da criação de ídolos. É manter a essência dos esportes… Como o surf nasceu e como, através do surf, o skate também nasceu, ” disse Naccarato.

“Quando você vê em 2026, depois de duas Olimpíadas, o ranking da WSL hoje, a Rayssa quatro vezes campeã do Super Crown, atletas que se transformaram em ídolos. Você vê que culturalmente ainda tem espaço para trazer isso. A gente não pode deixar essas conexões acabarem”, definiu.

Por isso, o REMA existe no encontro entre o competitivo e o cultural.

Além de ídolos do surf e do skate, valorização dos surfistas locais, um mini ramp na praia, shows no pôr do sol, cinema e workshops na Casa REMA, esse ano o festival traz para Saquarema o primeiro QS Internacional da WSL nas Américas.

O que é o QS Internacional?

A WSL criou um novo formato para preencher a lacuna entre o circuito regional do QS e o Challenger Series. São no máximo 6 etapas por ano no mundo, e uma delas é o REMA, em Saquarema.

  • Como funciona o QS INTL 6000: atletas do QS de qualquer região do mundo podem competir e pontuar nos seus rankings de origem. Surfistas do Challenger Series também podem usar o resultado para melhorar sua pontuação.
  • São até 6 etapas de QS INTL por ano, mas ainda que possam competir em todos, os surfistas só podem usar um destes resultados em benefício de seus rankings.

Em 2026, estão confirmadas 5 etapas de QS INTL 6000 no mundo. Além de Brasil, acontecem também em Espanha, Portugal, Filipinas e Taiwan.

QS INTL 6000: Experiência mais próxima do Challenger

O QS Internacional serve como ensaio para o Challenger: estrutura de alto nível onde o atleta enfrenta adversários de todo o mundo antes de chegar lá de verdade.

“O atleta regional que entra num evento desse está competindo num campo que se parece muito mais com um Challenger do que com um QS da região dele. E com isso a pressão é diferente. A experiência que ele tem é diferente. É exatamente o que nós queremos que ele vivencie”, afirmou Marcel Miranda, Tour Manager da WSL.

A régua do julgamento é calibrada para o nível dos competidores. No QS Internacional, o padrão de comparação já não é regional, é mundial. Mesmo critério, outro nível de exigência.

“O critério de julgamento são os mesmos para todos os eventos da WSL. O que muda, na prática, é o tipo de onda e o nível técnico dos atletas. Quando temos juízes internacionais no painel que trabalham no Challenger e no CT, eles trazem essa referência de alto nível para a leitura do que acontece dentro d’água”, explica Marcel.

 

SURF DE MESA EP 246 · OUÇA AGORA

O episódio completo já está no ar!

Gabriel Naccarato abre os bastidores do REMA, a estratégia de unir surf e skate, e o que o QS Internacional significa para a geração que quer chegar no CT. Enquanto Marcel Miranda detalha, em participação especial, o novo formato da WSL com exclusividade.

 

 

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