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Tudo que a gente ama: Rua, Esporte, Mar e Arte no REMA Saquarema Surf Festival, que acontece em abril na Praia de Itaúna
É nos festivais que nos encontramos para celebrar o estilo de vida que escolhemos e reafirmar, em conjunto e individualmente, nossa conexão com a comunidade ao redor de tudo que a cultura do surf nos proporciona.
De 12 a 20 de abril de 2025, a Praia de Itaúna é palco do encontro entre surf, skate, música e arte.
Em sua 5ª edição, o WSL Saquarema Surf Festival agora é REMA, maior evento de cultura surf da América do Sul.
O hábito de nos reunirmos ao redor do surf vem de longe. Um dos primeiros festivais é o mítico luau de 1946 em La Jolla, Califórnia, que durou 2 dias. Com mais de 500 pessoas, teve porco assado na fogueira e música.
O luau comemorava a construção, por cinco surfistas pioneiros locais, de uma barraca de sapê para guardar as pranchas e proteger do sol as meninas que também andavam por lá. O evento virou tradição e continuou reunindo a galera anualmente no ‘Windansea Surf Shack’, hoje patrimônio histórico da região.
A cena do surf em La Jolla entre 1940 e 1960 foi muito importante para a criação da identidade que hoje é replicada no mundo todo como a "era de ouro" da cultura surf. Mais tarde, em 1968, seria fundando o famoso Windansea Surf Club, de onde saíram surfistas lendários.
No Brasil, quando se fala em festivais de surf, o Festival de Saquarema de 1976 é um marco histórico. O evento, que ficou conhecido como o “Woodstock brasileiro”, misturou competição de surf com shows de música lendários que marcaram a história da cultura brasileira.
Com grandes nomes do rock que despontavam na época, como Raul Seixas, Rita Lee e Angela Ro Ro, o Festival Nacional de Surf, que incluiu o festival de rock "Som, Sol & Surf”, foi um divisor de águas na história do rock e do surf brasileiro. Dali pra frente, nada mais seria igual.
E é lá, na mesma Praia de Itaúna, que o REMA WSL Saquarema Surf Festival reconecta o encontro dessa cultura a partir do sábado, 12 de abril, até o dia 20. Um festival nascido do surf que incorporou também o skate e a música.
O evento dá a largada para a batalha por vagas do Challenger Series 2026 com o primeiro QS com pontuação máxima de 6.000 pontos da temporada 2025/2026 e terá três competições válidas pelos rankings regionais da WSL South America: Qualifying Series, Pro Junior e Longboard Pro.
Entre os confirmados no QS 6000, estão surfistas que já defenderam o país na elite mundial da WSL, como Jadson André, Peterson Crisanto, Alex Ribeiro, Michael Rodrigues e Silvana Lima. Assim como campeãs e campeões de edições passadas, como Laura Raupp, Tainá Hinckel, Sophia Medina e Lucas Vicente. No Longboard, também está confirmado o tricampeão mundial Phil Rajzman.
Na mini-rampa montada em plena areia, vão rolar as manobras do 'Skateboarding Challenge’ com os melhores skatistas do país e sob comando de Pedro Barros, medalhista olímpico e oito vezes campeão mundial no Skate Park.
Já o ‘Sounds Of Saquá’ terá atrações musicais especiais e apresentações com bandas locais depois das competições.
O festival tem também atividades relacionadas à arte e educação, como clínicas de surf, palestras, mutirão de limpeza da praia e ações de educação ambiental. A programação completa é aberta ao público. Por falar em sustentabilidade, toda a gestão de resíduos e materiais utilizados durante o evento já está organizada para neutralizar emissões e preservar o que mais importa - a praia.
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