Wavebender™, em Palm Springs, é a mesma tecnologia usada em piscina de Alphaville. Foto: surfloch.com

Por Maurício Gariglia

Viajar para a praia sempre foi sinônimo de descanso e férias. Avião, estrada, malas e aquele sonho de chegar ao mar. Porém, a forma como muitos encaram o lazer está mudando. Em grandes centros urbanos ou em cidades longe do litoral, o tempo de deslocamento tem pesado tanto quanto a rotina exaustiva. Para alguns, a resposta a essa equação passou a ser mais simples do que parecia: encontrar descanso e experiências significativas bem perto de casa.

Essa tendência tem se consolidado em empreendimentos que transformam clubes com piscina em verdadeiros destinos de lazer. Em vez de planejar longas viagens, famílias, casais e indivíduos estão optando por vivências completas em ambientes que reúnem água, natureza, esportes e convivência. E isso acontece tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.

Um exemplo dessa nova lógica pode ser observado em clubes que vêm apostando em experiências aquáticas estruturadas fora do litoral. Empreendimentos que combinam piscinas com ondas, áreas esportivas, convivência e paisagismo para criar ambientes que remetem ao litoral sem exigir longos deslocamentos. A água em movimento, o som das ondas artificiais e a possibilidade de praticar esportes como o surf aproximam a experiência do mar de quem vive em regiões metropolitanas.

Essa tendência já aparece em diferentes formatos e regiões do país. Em São Paulo, o Reserva Beach Club, em Alphaville, a Praia da Grama, em Itupeva, o Boa Vista Village Surf Club, em Porto Feliz, assim como o São Paulo Surf Club e o Beyond The Club na capital, mostram como clubes e complexos residenciais passaram a incorporar piscinas de ondas como elemento central de lazer e esporte. No Sul, o Surfland Brasil, em Garopaba, uniu surf, turismo e experiência aquática controlada, atraindo tanto praticantes quanto famílias em busca de descanso.

Mesmo em cidades tradicionalmente associadas ao litoral, como o Rio de Janeiro, a ideia de clubes com piscinas de ondas vem ganhando espaço. Projetos anunciados na cidade mostram que, apesar da presença constante do mar, há demanda por ambientes que ofereçam conforto, previsibilidade e infraestrutura para práticas esportivas aquáticas e convivência, independentemente das condições naturais da praia.

Fora do Brasil, esse movimento também se consolidou. Empreendimentos como o Surf Ranch, na Califórnia, o Alaïa Bay, na Suíça, e os parques da Urbnsurf, na Austrália, reforçam a expansão de clubes e complexos aquáticos que transformam o surf e o lazer com água em experiências acessíveis no contexto urbano. Em comum, todos partem da mesma premissa de levar a sensação do mar para mais perto das pessoas, integrando esporte, natureza e qualidade de vida ao cotidiano das cidades.

O crescimento dessas experiências aquáticas urbanas reflete, entre outros fatores, uma mudança de valores. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo de qualidade, a convivência com amigos e família e os momentos de pausa do que a simples distância percorrida. Menos trânsito, menos planejamento logístico e mais tempo efetivo de descanso transformam uma tarde de piscina em um momento de férias em si.

O surf, que já vinha expandindo a popularidade como esporte de lifestyle, também contribui para o movimento. Ao oferecer ondas artificiais, estes clubes permitem que praticantes e iniciantes vivenciem a sensação de surfar sem sair da cidade.

Por fim, essa tendência tem um impacto que vai além do lazer momentâneo ao passo que reorganiza a forma como pensamos nossas cidades e nosso tempo. O lazer deixa de ser um destino distante e passa a ser parte da vida cotidiana, integrando descanso, esporte e bem-estar de forma harmoniosa. Para muitos, isso significa menos pressões logísticas e mais foco em viver bem, mesmo sem sair do lugar.

Maurício Gariglia
SOBRE O AUTOR

Maurício Gariglia é CEO da BR Soho, incorporadora responsável pelo projeto do Reserva Beach Club, em Alphaville.

As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição oficial da Flamboiar.

Wavebender™, em Palm Springs, é a mesma tecnologia usada em piscina de Alphaville. Foto: surfloch.com

Por Maurício Gariglia

Viajar para a praia sempre foi sinônimo de descanso e férias. Avião, estrada, malas e aquele sonho de chegar ao mar. Porém, a forma como muitos encaram o lazer está mudando. Em grandes centros urbanos ou em cidades longe do litoral, o tempo de deslocamento tem pesado tanto quanto a rotina exaustiva. Para alguns, a resposta a essa equação passou a ser mais simples do que parecia: encontrar descanso e experiências significativas bem perto de casa.

Essa tendência tem se consolidado em empreendimentos que transformam clubes com piscina em verdadeiros destinos de lazer. Em vez de planejar longas viagens, famílias, casais e indivíduos estão optando por vivências completas em ambientes que reúnem água, natureza, esportes e convivência. E isso acontece tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.

Um exemplo dessa nova lógica pode ser observado em clubes que vêm apostando em experiências aquáticas estruturadas fora do litoral. Empreendimentos que combinam piscinas com ondas, áreas esportivas, convivência e paisagismo para criar ambientes que remetem ao litoral sem exigir longos deslocamentos. A água em movimento, o som das ondas artificiais e a possibilidade de praticar esportes como o surf aproximam a experiência do mar de quem vive em regiões metropolitanas.

Essa tendência já aparece em diferentes formatos e regiões do país. Em São Paulo, o Reserva Beach Club, em Alphaville, a Praia da Grama, em Itupeva, o Boa Vista Village Surf Club, em Porto Feliz, assim como o São Paulo Surf Club e o Beyond The Club na capital, mostram como clubes e complexos residenciais passaram a incorporar piscinas de ondas como elemento central de lazer e esporte. No Sul, o Surfland Brasil, em Garopaba, uniu surf, turismo e experiência aquática controlada, atraindo tanto praticantes quanto famílias em busca de descanso.

Mesmo em cidades tradicionalmente associadas ao litoral, como o Rio de Janeiro, a ideia de clubes com piscinas de ondas vem ganhando espaço. Projetos anunciados na cidade mostram que, apesar da presença constante do mar, há demanda por ambientes que ofereçam conforto, previsibilidade e infraestrutura para práticas esportivas aquáticas e convivência, independentemente das condições naturais da praia.

Fora do Brasil, esse movimento também se consolidou. Empreendimentos como o Surf Ranch, na Califórnia, o Alaïa Bay, na Suíça, e os parques da Urbnsurf, na Austrália, reforçam a expansão de clubes e complexos aquáticos que transformam o surf e o lazer com água em experiências acessíveis no contexto urbano. Em comum, todos partem da mesma premissa de levar a sensação do mar para mais perto das pessoas, integrando esporte, natureza e qualidade de vida ao cotidiano das cidades.

O crescimento dessas experiências aquáticas urbanas reflete, entre outros fatores, uma mudança de valores. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo de qualidade, a convivência com amigos e família e os momentos de pausa do que a simples distância percorrida. Menos trânsito, menos planejamento logístico e mais tempo efetivo de descanso transformam uma tarde de piscina em um momento de férias em si.

O surf, que já vinha expandindo a popularidade como esporte de lifestyle, também contribui para o movimento. Ao oferecer ondas artificiais, estes clubes permitem que praticantes e iniciantes vivenciem a sensação de surfar sem sair da cidade.

Por fim, essa tendência tem um impacto que vai além do lazer momentâneo ao passo que reorganiza a forma como pensamos nossas cidades e nosso tempo. O lazer deixa de ser um destino distante e passa a ser parte da vida cotidiana, integrando descanso, esporte e bem-estar de forma harmoniosa. Para muitos, isso significa menos pressões logísticas e mais foco em viver bem, mesmo sem sair do lugar.

SOBRE O AUTOR

Maurício Gariglia é CEO da BR Soho, incorporadora responsável pelo projeto do Reserva Beach Club, em Alphaville.

As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição oficial da Flamboiar.