O PÓ RESIGNADO

O PÓ RESIGNADO

23 de setembro de 2015

O pó resignado, arrancado do todo abandona plaina e bloco. Aterrissa no chão. Encerra possibilidades. Nada além do que restou é mais possível. Um conceito desprende-se da mão do shaper e impregna de formas o brinquedo. Cavalete. Braços. Braçadas. O sal como testemunha. O resto é apenas o começo do fim. Por isso a história sempre se repete.


Cristina Pereira vive em meio ao pó de poliuretano e às palavras desde sempre. Foi repórter, colunista e revisora de revistas de surf por um longo tempo, e surf repórter pioneira. Fala constante e ininterruptamente e faz das palavras seu meio e filosofia de vida.